escravos_da_liberdade
Amados
Todos bem sabem que Deus criou o homem dotado de razão e lhe conferiu a dignidade de uma pessoa agraciada com a iniciativa e o domínio de seus atos. Já dizia santo Irineu: ” o homem é dotado de razão e por isso é semelhante a Deus: foi criado livre e senhor dos seus atos”. Sem dúvida, a liberdade do homem é o caminho para se achegar ao Criador para uma plenificação de vida. Mas parece-nos que não é bem assim na vida real dos que são de “carne e osso”. A liberdade é o poder, baseado na razão e na vontade, de agir ou não agir, de fazer isto ou aquilo, portanto, de praticar atos deliberados. E o que mais é admirável para os “de bom senso” é que a liberdade no homem é uma força de crescimento e amadurecimento na verdade e na bondade; para os “inconvenientes de plantão”, o caminho é inverso. Em contraposição, a vida é feita de sentimentos obscuros e cheios de vícios trazidos por ofertas indecentes e vazia. Viver a liberdade, pautada da experiência do Divino, é fazer com que ela (a liberdade) alcance sua perfeição ordenada para Deus, nossa felicidade. A liberdade dada pelo Divino, torna o homem responsável por seus atos, na medida em que forem voluntários. Assim, o progresso da virtude, o conhecimento do bem e a vida no Espírito aumentam o domínio da vontade sobre seus atos e, o homem, ser inacabado, vai se tornando apto a viver consigo mesmo para a verdade e respeito a vida daqueles que também, ao redor, são chamados a liberdade com responsabilidade.
Comece uma observação de si. O movimento da vida para liberdade é de dentro pra fora.
Ah! Ia esquecendo-me: quanto mais se pratica o bem, mais as pessoas se tornam livres.
Pense nisso.
Abraço fraterno
Por Côn. Marcelo Paes.